segunda-feira, 17 de março de 2014

Lampejo

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
Teus olhos em meus olhos
No encontro de um instante
Uma chama acendeu.
De teus olhos a luz
Irradiaram os meus.
 
Mais claro que a luz mais brilhante,
Mais quente que o sol mais ardente,
Tão grande, imenso;
Tão forte, intenso;
Aconteceu.

São lampejos da alma,
Nos olhos, latentes.
E se iluminam a gente,
Despertam, num repente,
Tão grande paixão.

Somos todos irmãos
















Seres amorfos
Em forma estão,
Nas trincheiras da vida,
E desconhecem a razão.
 
Com as armas em riste
Olhar tão distante, triste,
A guerra os des-alma,
Caótica situação.
 
Na vala, cavada,
Ao longe pode ver
O inimigo que vem,
E ele o tem que abater.
 
No confronto do front,
Percebe-se então:
Ao longe, o outro é inimigo,
Mas perto, bem perto, é apenas irmão.

Não destruam as Pedras


 
Não destruam nossas pedras.
Parem, por favor!
Na natureza, onde estão,
Elas têm mais valor.
 
Até quando o dinheiro
Que impulsiona o progresso,
Vai ditar o processo,
O caminho a seguir?
 
O dinheiro de lá
Não pode comprar
O equilíbrio perfeito
Que a natureza criou.
 
Não destruam as pedras!
Parem enquanto há tempo,
Amanha, já não mais.
Parem! Deixe-as onde estão!