sábado, 2 de novembro de 2013

CONVITE ESPECIAL: 41ª FEIRA DO LIVRO DE PELOTAS

Dia 03 de Novembro, próximo domingo teremos o lançamento do devocionário CINCO MINUTOS COM JESUS, o mais vendido nos últimos anos. Venha prestigiar, levar para você ou oferecer para alguém, às 18:00h

Logo após, às 19:00h: apresentação do grupo Soli Deo Gloria, cantando esta e outras belas músicas. Contamos com todos.

Local: MERCADO MUNICIPAL

Por Gladimir Krause Braga



 
 

 

Homenagem ao Imigrante Alemão e ao Luteranismo Brasileiro


Ante os navios, ancorados,
Num porto, apertados,
Espremidos estão,
Homens, mulheres, crianças.
E um novo mundo,
Renovando esperanças
Reforça-lhes o intento,
Do mar, no horizonte além,
O sonho do sustento,
Que a Alemanha não mais tem.

Com a seca e o longo inverno,
Chega a desolação, o inferno,
Tirando-lhes o pão,
Dos pés o seu chão,
Ficando órfãos, então,
Um povo sem nação.
O ontem ficou para trás,
E o olhar se lança à frente,
Com outros, tanta gente,
Irmãos, que sonha igual,
E juntos pensam um final,
Um destino diferente
Um futuro que melhor apraz.

Ao apito do navio, adentram,
Com as bagagens na mão;
O oceano eles enfrentam,
Em fétido porão.
É o navio que zarpa,
Cortando os mares;
Que rompe o passado,
Singrando pelos ares,
Entre as lágrimas que rolam,
Já de saudade e emoção.

Hoje imagino as horas passadas;
As palavras trocadas;
Das ondas, os açoites;
Das doenças, nas noites;
Até às mortes, que ouço tão fortes,
Dos corações, as batidas no peito;
E sinto o arfar, rarefeito,
Esperando a chegada,
Ansiosos, pela aurora,
De sair correndo para fora,
Pisar bem forte o chão,
A terra desta nova nação,
Do Brasil que agora
É seu novo lar, seu torrão.

Não contenho a emoção,
Sofro junto, sou irmão.
E, então me estremeço,
Pois de mim, o que conheço,
Mais do que muito apreço,
Corre nas veias, e agradeço,
Esse sangue imigrante,
Sangue de origem, alemão!
Mesmo com os olhos abertos
E de lágrimas até já cobertos,
Faço um pequeno tributo
E uma singela oração.
Mas se não a faço direito
Peço perdão: é meu jeito,
Jeito simples, da roça,
Descendente de alemão.

Já faz tempo essa história,
Dos imigrantes de outrora,
Que vieram colonizar o Brasil;
Que, além da semente plantada,
Da riqueza cultivada,
No solo, com a própria mão,
Trouxeram algo mais grandioso,
Junto às bagagens, mais precioso,
Uma Bíblia e o Catecismo de Lutero:
A fé de um homem austero,
Fiel a Deus no seu Ministério,
O fundador da Igreja Luterana,
O restaurador do Evangelho Cristão.

Assim nasceu o Luteranismo Brasileiro.
Uma igreja das colônias, nas roças,
Que migrou para as cidades
Alcançando o país inteiro.
Ela anuncia cristalina, pura, a verdade,
Que o Evangelho e a fé vêm primeiro;
Depois seguem as obras, a caridade.
A Igreja Luterana testemunha à nação:
Somente na Escritura, de Deus, há revelação;
Somente a Sua Graça move o viver cristão;
E somente a fé em Jesus traz paz, justificação.

sexta-feira, 1 de novembro de 2013

Amor é felicidade


 
Como dor que não dói
Ferida que não sente;
Fogo que queima sem ver,
Na alma da gente
Explicou-se o amor, ternamente.

Mas esse “Q” de dor,
Que ao poeta movia,
Não define o amor.
É tristeza, ele o sabia.
É pura melancolia.
 
Quem ama não chora,
Se for correspondido.
E, se então ele chora,
É porque foi ferido.

Se perto, ou distante,
Um amor de verdade
Supera o instante,
Trás felicidade.

O resto é saudade!

Ocaso do dia


Vejo rostos e formas,
Vultos que se vão,
No caos de uma via.
São seres em trânsito,
No ocaso do dia,
A cidade em transe -
Inexpressivas alegrias.

Conselho

Esqueça os conceitos
Os preceitos,
Os defeitos.
Esqueça os ditames,
Infames,
De quem nunca amou.

Não dê atenção
Às palavras vazias
De pessoas tão frias
Distantes do real.
Elas não edificam,
Só prejudicam,
Te fazem tanto mal.
(Aut. Lauro Schneider)

Dica de Leitura: O Menino Ninho e os Filhotes de Papagaio


Vercelino e a esposa, também escritora, na 6ª Bienal Capixaba do Livro, em Vitória - ES

O livro Menino Ninho e os Filhotes de Papagaio é uma maravilhosa imersão no universo contagiante da literatura infanto juvenil. Com quarenta e duas páginas de uma narrativa envolvente, um acabamento excelente e belíssimas ilustrações, sua leitura flui agradável, enquanto adentramos nas experiências interioranas do menino Vercelino. Dono de um extraordinário sentimento de valorização e preservação do meio ambiente, bem como da capacidade de conscientizar as pessoas que compõem o seu mundo e interagem na formação de sua personalidade, Vercelino consegue a façanha de não apenas salvar os papagaios do sítio de seu pai, mas influenciá-lo na tomada de medidas de proteção e preservação da natureza e seu uso adequado.
A história tem inicio quando Vercelino descobre um ninho com filhotes de papagaios, justamente numa área cuja terra precisava passar pelo processo de queimada para o plantio, uma prática muito comum nos pequenos sítios do interior do Estado do Espírito Santo. Com consciência ecológica, compromisso com o meio ambiente, garra, determinação e um olhar projetado para um futuro mais coerente entre o ser humano e o ecossistema, o desenrolar da história oferecerá ao leitor grandes oportunidades reflexivas e um mergulho neste tema tão atual e necessário, do cuidado para com o meio ambiente. A partir desta história, Vercelino passou a ser chamado de “Menino Ninho”, nome que não apenas dá titulo ao livro, mas trás implícito um desafio a cada leitor: o de despertar a consciência, o amor e o sentimento de responsabilidade no cuidado pelo mundo em que vivemos, ou seja, o nosso próprio ninho.

 Resenha: por Lauro Schneider

Poema e Poesia

Você é o poema
Que a Professora explicou
A parte física
Concreta
Em versos e estrofes
A letra
Que o poeta pensou

Mas também é a poesia
A magia
O amor
O mistério que transcende
Emana
Reacende
E emociona o leitor